O potencial da realidade virtual ajudando pessoas

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A realidade virtual está entrando bem depressa em nosso cotidiano e em nossas casas. Brevemente já não será possível fugir a esse conceito, mas não tem problema, pois a realidade virtual pode vir a ser bem benéfica para as pessoas.

Segundo várias especialistas, a realidade virtual pode ajudar uma pessoa a ter mais empatia pelos outros e suas situações. Você muitas vezes fala que compreende a situação da pessoa X ou Y, mas de fato jamais poderia entender pois nunca passou pelo mesmo.

Existem atualmente vários projetos de realidade virtual que nos poderão ajudar a saber como é de fato estar na pele daquela pessoa. Sujeitar uma pessoa às mesmas circunstâncias, irá ajudá-la a compreender melhor certas ações e reações. Assim, a realidade virtual poderia nos ajudar a compreender melhor as dificuldades de pessoas com limitações físicas, por exemplo.

 

Imagem: Guy tries virtual glasses headset during VRLA Expo | Shutterstock

 

Se colocar no lugar do outro pode ser a melhor maneira de empresas conseguirem saber o que seus clientes querem ouvir ou ver. É por isso que as simulações são muitas vezes usadas em grandes corporações de modo a treinar seus funcionários. E como não é fácil você simplesmente se imaginar como cliente, a realidade virtual pode igualmente ajudar nesse aspecto.

Diante disso, existe até um projeto denominado de Amphibian que é composto pelos famosos Oculus Rift, luvas com sensores, mecanismos de suspensão e fones de ouvido que nos dão a total sensação de estar dentro do mar. Quando você entra nesse Amphibian todos os seus sentidos são explorados ao máximo, dando uma experiência bem intensa. Algo que pode realmente dar a sensação de estar dentro do mar para quem nunca o fez.

 

 

É certo que esse e outros projetos ainda são recentes e precisam de tempo para se tirar a conclusão se a realidade virtual pode mesmo ser uma ajuda no desenvolvimento de empatia, mas para já todos concordam que resultados são no mínimo interessantes.

A própria realidade virtual é já uma expressão constante em determinadas indústrias. Um dos exemplos é a indústria dos jogos onde o uso de óculos e a total imersão do jogador nos universos disponíveis faz o mesmo ganhar acesso a jogos baseados em suas preferências pessoais.

 

Imagem: Man wearing virtual reality goggles | Shutterstock

 

Aliás, os jogos se podem tornar tão reais que fragmentos do que você viveu no mundo virtual podem ficar em sua mente durante algum tempo. Isso tem um nome, se chama de Fenômeno de Transferência de Jogo, ou como você já pode ter ouvido falar: efeito Tetris.

Com isso, não é estranho saber que essa vivência e esse fenômeno pode ser igualmente passado para os sonhos. Sendo que nossos sonhos são simulações, existem muitas variações dentro do próprio sonho.

 

Imagem: Dreams of travel | Shutterstock

 

Um dos casos mais curiosos são os sonhos lúcidos. O sonho lúcido se traduz pelo fato de você estar sonhando e ter consciência disso durante o próprio sonho. Se você reconhece que está sonhando, muitas vezes seu cérebro vai assumir o comando e tomar conta das ocorrências, isto é, executar ações na medida de seus desejos.

É quase como um jogo. No jogo você sabe que não é real e se der errado e volta e tenta novamente. No sonho lúcido acontece o mesmo: você tem controle sobre as decisões e não existe o medo de falhar.

Assim, segundo estes conceitos, podemos entender que o nosso cérebro compreende que sonhos e ambientes virtuais podem ser a mesma coisa. Assim, isto se torna um assunto a ser explorado, visto que os jogos auxiliados pela realidade virtual podem vir a treinar nosso cérebro para assumir controle, consequentemente liberando caminho para a criação de programas que venham a tratar de modo mais eficaz traumas e problemas mentais.

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